31 de maio de 2011

Idiota

Se ele parece idiota, fala como idiota e age como idiota, então, não se engane, ele é um idiota.

6 de abril de 2011

O idiota e o imbecil.

Do ponto de vista psicológico, o idiota, assim como o imbecil, é essencialmente um fraco de espírito. Mas formam dois tipos de caracteres muito diferentes.: o idiota é, em geral, lento, embrutecido, de sentido obtuso, desprovido de atenção, sem imaginação, sem iniciativa, sedentário, frequentemente tímido, pouco suscetível, mas obediente e regular; do ponto de vista dos sentimentos, capaz de se relacionar, capaz de reconhecimento e piedade, mais acessível à doçura do que ao temor; o imbecil tem a imaginação desordenada, as associações rápidas e incoerentes, a atenção desperta, mas instável; apesar da sua capacidade para conseguir ou mesmo completar aquilo que faz, conserva uma elevada opinião acerca de si mesmo; gosta de reclamar e de reivindicar os seus direitos; é rebelde ao trabalho, empreendendo coisas inúteis e maléficas, impulsivo, indisciplinado, vagabundo; gosta de se mostrar desobediente e grosseiro. A sua sugestionabilidade é grande, mas especializada, é pouco sensível aos bons tratos, mais à ameaça e sobretudo lisonja.
O idiota distingue-se, por outro lado, do imbecil porque apresenta geralmente, do ponto de vista físico, enfermidades muito raras nesse último: cegueira, surdez, estrabismo, gaguês, hemiplegia, contrações, gatismo, bócio, etc. A microcefalia encontra-se quer num, quer no outro.

3 de agosto de 2010

sem

onde estavas?
que não te vi,
a não ser em minhas
memórias falhas

onde está?
que não sei de ti
a não ser em que me falhas

onde estamos?
eu aqui, migalhas.

somos navalhas fontanadas.

4 de novembro de 2009

Manoel Bandeira

a onda anda aonde anda a onda? a onda ainda ainda onda ainda anda aonde? aonde? a onda a onda

9 de agosto de 2009

Thomas Watson

...o caminho para o sucesso é dobrar a taxa de erros...

29 de abril de 2009

Da e-cadência! [incompleto, reaja!]

Vivo o ato
Minuto
Passo
Segundo passado

Vivo o momento
Que escoa a tempo

Apreendo e aprendo
Minto e tento

Memento

Descrevo o antes
Escrevo
Me perco

Nem mais a escrita me ampara
Nem mais a vida me cala

Futuro fugidio
Minuto escorregadio

Erradio vazio
Prometo
Esqueço
Perdido
Derivo

Derivado ato
Ato fátuo
Ao acaso escrevo (palávro!)

Ninguém me lê
Ninguém se vê

Eu tento
Reajo!

silenciosamente escrevo
o nada indefeso

26 de abril de 2009

Espasmos.

Intransponíveis são aqueles que morreram
eu corro atrás de todos eles que beiram
meu eu
eu meu

***

eu cristo
eu chisto
eu isto
eu aquilo
eu D'us
A-deus

Num bar, espero.

As mentiras que escutamos
As mentiras que aguentamos
As mentiras que inventamos

Nas mentiras estamos
Nas mentiras moramos
Nas mentiras erramos

A ment[é]ira!

8 de abril de 2009

Bem te vi.

No instante em que ascendi Santa Maria,
Um bem-te-vi com seu canto adentrou
Janela, parede e alma.
E continuou a acordar a vizinhança.

Até os cânticos das aves circundantes
Mesmo apagados e distantes
Me desesperam,
Sempre falantes, grito:

Por quê não ficaste noite, Dia?!

Adia esta mania,
De todo dia se querer dia.
Ah! Dia!
Adia.

7 de fevereiro de 2009

Cravos da India não perfumam palavras.

Escrevo pra me encontrar....

Porque de mim sempre fujo....

Escrevo meus sonhos.
Escrevo meu despertar repentino...
Escrevo sobre nada e sobre o nada...
Escrevo e me esqueço das necessidades inatas.

Escrevo sobre o sabido...
Escrevo libido...
Escrevo.

Excravo!

Dormir,
Acordar,
Se lavar,
Ceiar,
Descansar,
Trabalhar,
Comer,
Deitar,
Se lavar,
Dormir,
Acordar.

Aí ia.

Aí ia.

Quê outro jeito tenho para dizer?
Gritar talvez, que outro jeito?

A escrita não grita,
É surda, cega, muda.

Da semente nasce uma muda,
Da muda uma idéia,
A idéia repulsa, pulsa.

Pra longe avoa
Avulsa atoa

Esbarra na proa
De outra ideia.

24 de dezembro de 2008

Axioma #

"Mar revuelto, ganância del pescadores!"


tradução do español para o português:

"Mar agitado, lucro dos pescadores"

23 de dezembro de 2008

Axioma #

"Existem dois tipos de pessoas: os Homicidas e os Suicidas."

Porém, os Suicidas são os piores pois assujeitam os Homicidas
a cometerem o crime que eles mesmos não tem coragem de
fazê-lo.

5 de dezembro de 2008

Penqueno Manifesto Heautônomo Contra

Os textos precedentes foram publicados:

i. Contra a autoria, ou direitos autorais
ii. Contra estâncias mentais que aprisionam
iii. Contra a cultura massificadora
iv. Contra discursos fechados em si
v. Contra tudo e nada, todos e ninguém

3 de dezembro de 2008

Em um minuto

vô já
vê lá
vê-la

9 de novembro de 2008

Diagonal

Sem jeito
Sou alheio

Nem m'atenho
Aos centeios

Nós e feitos
Teias de areia

Faiscas discretas
Iscas concretas

8 de novembro de 2008

A cadência mia

A academia
é pura decadência
de repletos discursos
em reversos e versos
do mesmo dito por outro
do jovem que descobre o velho e ancestral novo.

O clã de alquímicos místicos pitagóricos oníricos insólitos
regem, ditam, olham, apontam, aprontam com a novidade
por eles, pobre coitadas, pelo hábito, e pela idade,
já não mais conhecem a magia, o misticismo o inaudivel inaudito
Digo:

Que assim seja e assim se faça!

Reafirmo: Dizer em ato, nem em 300 páginas.

9 de setembro de 2008

Via lá

A vontade
À vontade
Avança
Via
A via
Havia

Sigo
Cego
Se-ego
Nego
Nêgo
Bêco
Berro
Eco
Erro


Perco
À ermo
Péco
Peço
Arrêgo
Arrêia

Ia

não vou mais.

frase feita

Os mortos governam os vivos.

8 de setembro de 2008

Aos sádicos

É, porém, o verdadeiro fim. Ou o recomeço de tudo. A linguagem é invadida por espanholismos estropiados que grifam as fanfarronices, os trocadilhos e citações preparadas ou deformadas. É um pandemônio com ressaibos de farsa medieval, de missa negra e ritual fálico. À maneira de Sade, inversão da virtude pelo vício, num exercício de liberdade total como radical negatividade afirmativa.